terça-feira, 3 de novembro de 2026

Detran muda regras e vai bloquear CNH de motoristas com pendências no CPF em 2026

Motoristas com pendências no CPF podem ter serviços da CNH bloqueados pelo Detran.

Motoristas com pendências no CPF podem ter serviços da CNH bloqueados pelo Detran. Crédito: 

Motoristas com pendências no CPF podem enfrentar o bloqueio de serviços relacionados à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em 2026. A restrição pode ocorrer quando o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) identifica problemas cadastrais que impedem a confirmação dos dados pessoais do condutor.

Nome no Serasa faz o Detran bloquear a habilitação?›O Detran vai realmente bloquear a CNH por CPF irregular?›O que faz a Receita Federal?›Quem tem direito à renovação automática da CNH em 2026?›

A situação pode afetar principalmente brasileiros que precisam renovar a habilitação, corrigir informações ou solicitar a emissão de documentos. Dependendo da irregularidade, o procedimento poderá ficar interrompido até que o motorista resolva a pendência.

Entre os problemas que exigem atenção estão informações incorretas na Receita Federal, divergências no nome ou na data de nascimento e a falta de entrega de declarações obrigatórias do Imposto de Renda.

Entretanto, ter o CPF irregular não significa perder automaticamente a CNH ou ficar proibido de dirigir. O bloqueio pode atingir determinados serviços administrativos, sem necessariamente comprometer a validade da habilitação

Além disso, não existe uma nova legislação federal que determine a suspensão automática de todas as carteiras de motoristas com CPF irregular em 2026. As dificuldades estão relacionadas às verificações cadastrais realizadas pelos órgãos de trânsito.

Detran pode bloquear serviços da CNH por pendências no CPF

O CPF é uma das principais informações utilizadas pelos órgãos de trânsito para identificar os motoristas e confirmar seus registros, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

Por esse motivo, inconsistências entre os dados da Receita Federal e aqueles armazenados nos sistemas de habilitação podem impedir a conclusão de alguns procedimentos.

O problema pode surgir, por exemplo, quando o condutor altera seu nome após o casamento, mas não atualiza todos os documentos. Divergências na data de nascimento e em outras informações também podem exigir correção.

O Detran de São Paulo, por exemplo, oferece um serviço específico para atualizar dados pessoais no Registro Nacional de Carteiras de Habilitação (Renach).

Por meio desse procedimento, os cidadãos podem solicitar a correção de informações e apresentar documentos que comprovem os dados corretos.

Em determinadas situações, o órgão exige uma certidão de inscrição no CPF emitida pela Receita Federal, além de um documento de identificação atualizado.

Portanto, o motorista pode precisar regularizar seus dados antes de conseguir concluir a renovação ou outro serviço da CNH.

Essa restrição administrativa, porém, não equivale à suspensão do direito de dirigir nem à cassação da carteira.
Detran muda regras para renovação da CNH em 2026

Além das exigências cadastrais, os motoristas precisam ficar atentos às mudanças nas regras de renovação da CNH que entraram em vigor em 2026.

Uma das principais novidades ocorreu em 5 de junho, quando o Governo Federal sancionou a Lei nº 15.428/2026. A legislação alterou o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e estabeleceu novas condições para a renovação automática da carteira de habilitação.

Pelas novas regras, motoristas cadastrados no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), que não cometeram infrações de trânsito sujeitas à pontuação nos últimos 12 meses, podem ter acesso à renovação automática.

Entretanto, a lei manteve a obrigatoriedade dos exames de aptidão física e mental. Assim, mesmo os condutores contemplados pela modalidade precisam passar pelas avaliações médicas exigidas antes de receber o documento atualizado.

Outra mudança envolve os custos dos exames. A legislação determina que os valores sejam definidos pelo órgão máximo executivo de trânsito da União, conforme regulamentação do Contran, com atualização anual baseada na inflação.

Além disso, a renovação automática disponibiliza a nova CNH em formato digital. Quem desejar receber a versão impressa deverá solicitá-la ao Detran e pagar a taxa correspondente.

O Contran também estabeleceu uma prorrogação excepcional para carteiras com vencimento original entre 5 de junho e 8 de dezembro de 2026. Nesses casos, a validade foi estendida até 9 de dezembro de 2026.

Vale destacar que essas mudanças não criaram uma nova penalidade para motoristas com CPF irregular. As exigências de identificação cadastral continuam sendo tratadas separadamente das regras de renovação automática.
Veja quais irregularidades no CPF podem impedir serviços do Detran

A Receita Federal utiliza diferentes classificações para informar a situação cadastral dos contribuintes. Algumas delas representam problemas que precisam ser solucionados.

Entre as principais situações estão:CPF suspenso: ocorre quando o cadastro apresenta informações incompletas ou incorretas. Nesse caso, o cidadão deve solicitar a atualização dos dados.
CPF pendente de regularização: indica que o contribuinte deixou de entregar alguma declaração obrigatória do Imposto de Renda nos últimos cinco anos.
CPF cancelado: acontece quando a Receita Federal identifica duplicidade de inscrição ou determina o cancelamento por decisão administrativa ou judicial.
CPF nulo: significa que o órgão constatou fraude relacionada ao documento.
CPF de titular falecido: classificação utilizada quando existe informação de falecimento vinculada ao cadastro.

Por outro lado, a indicação de CPF regular significa que não existem pendências cadastrais identificadas pela Receita Federal.

É importante destacar que nem todas essas situações provocam automaticamente o bloqueio da CNH. A restrição depende do serviço solicitado e da necessidade de validar as informações do motorista.

Assim, uma irregularidade pode exigir providências adicionais sem representar necessariamente a perda da habilitação.

Motoristas com dívidas também podem perder a CNH?

Ter o nome negativado no Serasa ou no SPC não é motivo suficiente para o Detran bloquear automaticamente a carteira de motorista.

Isso acontece porque as restrições de crédito são diferentes das irregularidades cadastrais identificadas pela Receita Federal.

Portanto, uma pessoa pode possuir dívidas atrasadas, enfrentar cobranças de bancos e continuar com o CPF regular.

Entretanto, existe outra situação em que a CNH pode sofrer restrições: uma determinação judicial relacionada à cobrança de dívidas.

Em janeiro de 2026, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu critérios para a utilização de medidas judiciais consideradas atípicas, incluindo a possibilidade de suspensão da habilitação de devedores.

Segundo o tribunal, essas providências não podem ocorrer de maneira indiscriminada. Para aplicá-las, a Justiça precisa apresentar uma justificativa específica, garantir o direito de defesa e respeitar os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade.

Além disso, o juiz deve considerar primeiro os mecanismos tradicionais de cobrança.

Dessa maneira, a suspensão judicial da CNH por dívidas não deve ser confundida com a interrupção de serviços do Detran por problemas no CPF.

Como consultar pendências no CPF?

Os motoristas podem verificar gratuitamente a situação cadastral do CPF pela internet. A consulta ajuda a identificar problemas antes de solicitar a renovação da CNH ou outros serviços.

Para conferir as informações, o cidadão deve:

Acessar o site oficial da Receita Federal.
Localizar a opção de consulta da situação cadastral do CPF.
Informar o número do CPF e a data de nascimento.
Realizar a verificação solicitada pelo sistema.
Consultar o resultado e emitir o comprovante, caso necessário.

Após essas etapas, a plataforma informa se o documento está regular ou apresenta alguma pendência.

Caso exista uma irregularidade, o próprio portal disponibiliza orientações para iniciar a correção.

Vale lembrar que o CPF pode estar regular mesmo quando o contribuinte possui débitos tributários. Isso ocorre porque a Receita Federal diferencia a situação cadastral da situação fiscal.

Saiba como regularizar o CPF para evitar o bloqueio da CNH

O procedimento de regularização depende da classificação apresentada pela Receita Federal.

Quando o CPF está suspenso, o cidadão deve corrigir as informações pessoais que estejam incompletas ou incorretas.

Em muitos casos, a solicitação pode começar pela internet. Entretanto, dependendo da situação, a Receita Federal poderá exigir documentos adicionais para confirmar a identidade do contribuinte.

Já quem possui CPF pendente de regularização por falta de declaração do Imposto de Renda precisa identificar qual documento deixou de entregar.

Nesse caso, será necessário transmitir a declaração correspondente e aguardar o processamento das informações.

O Governo Federal também mantém o serviço Meu CPF, que reúne orientações e ferramentas para atualização cadastral.

Depois de resolver o problema, o motorista deve realizar uma nova consulta para verificar se o documento voltou à situação regular.

Se a Receita Federal já tiver atualizado os dados, mas o Detran continuar apontando divergências, será necessário solicitar a correção das informações no cadastro de habilitação.
CNH vencida há mais de 30 dias pode gerar multa

Além de manter o CPF atualizado, os motoristas precisam acompanhar a validade da carteira de habilitação.

Pela regra geral do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), dirigir com a CNH vencida há mais de 30 dias representa uma infração gravíssima.

Nessa situação, a legislação prevê:Multa de R$ 293,47;
Aplicação de sete pontos na CNH;
Retenção do veículo até a apresentação de outro condutor habilitado.

É necessário observar, contudo, eventuais prorrogações oficiais de validade aplicáveis ao documento.

Assim, quem encontra dificuldades para renovar a carteira deve procurar o Detran com antecedência e resolver possíveis irregularidades cadastrais.

A existência de pendências no CPF não garante autorização para continuar dirigindo depois do prazo permitido.

Por isso, a principal recomendação para 2026 é consultar os dados na Receita Federal, conferir as informações da habilitação e realizar as correções necessárias antes de iniciar os procedimentos.

Embora não exista bloqueio nacional automático da CNH por CPF irregular, inconsistências cadastrais podem impedir a conclusão de serviços do Detran até que o motorista regularize suas informações.
Fonte: Portal Novo tempo 


Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos do Brasil e temas de interesse público nacional.

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Casas vazias e terrenos abandonados serão tomados dos donos pela prefeitura para virar moradias popular


Casas vazias e terrenos abandonados serão tomados dos donos pela prefeitura. Crédito: Divulgação
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Casas abandonadas, terrenos sem manutenção e prédios deteriorados poderão ser tomados pelas prefeituras e utilizados para a construção de moradias populares. A legislação brasileira permite que o poder público assuma propriedades em situação comprovada de abandono e aproveite esses espaços em projetos habitacionais, equipamentos públicos e outras iniciativas de interesse social.

Quanto tempo o dono tem para contestar a notificação?›A prefeitura pode mesmo tomar a sua casa vazia?›Onde fica o bairro do Comércio?›Quantos anos de imposto atrasado geram suspeita de abandono?›

A medida já possui respaldo na legislação federal, mas ganhou força com a adoção de novas regulamentações municipais. Diversas capitais brasileiras estabeleceram procedimentos para localizar imóveis abandonados, identificar seus proprietários e recuperar construções que permanecem inutilizadas há anos.

Além de melhorar as condições urbanas, a iniciativa pretende ampliar o acesso à moradia para famílias de baixa renda. Em uma das capitais, por exemplo, a prefeitura desenvolveu um programa de revitalização que poderá estimular a construção de até 11 mil novas unidades habitacionais.

Entretanto, a administração municipal não poderá retirar um imóvel de seu proprietário apenas porque ele está vazio. A arrecadação depende da comprovação do abandono, da abertura de um procedimento administrativo e do cumprimento das garantias legais, incluindo o direito de defesa do dono.

Prefeitura vai tomar casas vazias e terrenos abandonados

Uma das capitais que passaram a adotar novas medidas para recuperar propriedades abandonadas foi Vitória, no Espírito Santo.

A Prefeitura criou o Programa de Reabilitação da Área Central (ReAC), regulamentado pelo Decreto nº 27.034, publicado em julho de 2026.

A iniciativa estabelece instrumentos para revitalizar imóveis deteriorados, recuperar construções antigas e
incentivar novos empreendimentos na região central da cidade.

Entre as medidas previstas está a possibilidade de o município arrecadar propriedades particulares quando comprovar que os donos abandonaram os imóveis e deixaram de exercer a posse, conforme apurado pelo Portal Tempo Novo.

A regulamentação contempla a Zona Especial de Interesse Urbanístico 1 (ZEIU 1), que abrange o Centro Histórico e outras áreas centrais da capital.

Segundo as projeções municipais, o programa poderá estimular a construção de 8 mil a 11 mil novas unidades habitacionais.

Além disso, a administração pretende atrair até 27,5 mil novos moradores para a região e incentivar investimentos privados superiores a R$ 6 bilhões.

Para alcançar esses objetivos, o município aposta na recuperação de prédios antigos, no aproveitamento de terrenos e na criação de condições para novos empreendimentos residenciais.

O programa também inclui incentivos à Habitação de Interesse Social, voltada ao atendimento de famílias que enfrentam dificuldades para adquirir ou alugar uma residência.

Contudo, a estimativa de 11 mil moradias corresponde ao potencial de todo o programa. Isso não significa que todas as unidades serão populares ou que serão construídas exclusivamente em terrenos e imóveis arrecadados pela Prefeitura.

Quais casas e terrenos podem ser tomados pela prefeitura?

As regras municipais estabelecem critérios para que os órgãos de fiscalização identifiquem propriedades que apresentam sinais efetivos de abandono.

Em Vitória, por exemplo, os agentes poderão realizar vistorias e reunir informações sobre as condições dos imóveis.

Entre os indícios que podem motivar uma investigação estão: • Casas com portas e janelas quebradas, arrombadas ou inexistentes;
• Terrenos abandonados, com mato alto e acúmulo de lixo ou entulho;
• Prédios antigos com estruturas deterioradas e ausência de manutenção;
• Construções que apresentam riscos à segurança dos moradores da vizinhança;
• Imóveis cujos proprietários deixam de atender repetidamente às notificações de limpeza e conservação.

Entretanto, a existência dessas condições não significa que a Prefeitura poderá assumir imediatamente a propriedade.

Para realizar a arrecadação, o município precisará comprovar o abandono material, verificar a inexistência de posse exercida por terceiros e reunir elementos que demonstrem a intenção do proprietário de não conservar o imóvel.

Além disso, a legislação federal permite presumir essa intenção quando o dono deixa de exercer a posse e permanece cinco anos sem pagar os encargos fiscais relacionados à propriedade.

Mesmo nesses casos, a administração deverá analisar individualmente a situação do imóvel e respeitar todas as etapas do procedimento administrativo.

Prefeitura já autorizou a tomada de imóveis abandonados

Outra capital brasileira que avançou na recuperação de propriedades abandonadas foi Salvador, na Bahia.

Em fevereiro de 2026, a Prefeitura publicou decretos autorizando a arrecadação de 36 unidades imobiliárias abandonadas no bairro do Comércio.

A medida ocorreu após a administração municipal avaliar as condições das propriedades e realizar os procedimentos previstos na legislação.

Com a iniciativa, o poder público pretende recuperar imóveis deteriorados e estimular a revitalização de uma região de grande importância histórica e econômica.

A arrecadação segue as disposições da Lei Municipal nº 8.553/2014 e do Decreto nº 40.025/2025, que regulamentam a atuação do município diante de propriedades abandonadas.

Depois de assumir os imóveis conforme os procedimentos legais, a Prefeitura poderá direcioná-los a projetos de recuperação urbana, serviços públicos e outras ações de interesse coletivo.

A utilização para empreendimentos habitacionais também está entre as possibilidades. Contudo, o município ainda não confirmou que todas as 36 unidades serão destinadas à construção de moradias populares.
Rio de Janeiro permite transformar imóveis abandonados em casas populares

No Rio de Janeiro, a Prefeitura também dispõe de instrumentos para recuperar propriedades particulares em situação de abandono.

O novo Plano Diretor, instituído pela Lei Complementar nº 270/2024, estabeleceu mecanismos que permitem ao município identificar e arrecadar esses imóveis.

A regulamentação contempla situações de abandono por três anos ou mais, associadas a dívidas de IPTU inscritas em dívida ativa, respeitando os requisitos previstos na legislação federal.

Após identificar a situação, a administração poderá notificar o proprietário e iniciar o procedimento para verificar se existem condições legais para a arrecadação.

O responsável terá 30 dias para apresentar contestação, conforme as regras aplicáveis.

Caso a Prefeitura comprove o abandono e conclua todas as etapas administrativas, poderá assumir o imóvel nos termos da legislação.

Entre as finalidades previstas estão os programas de Habitação de Interesse Social e de Locação Social.

Essas iniciativas buscam ampliar as alternativas de moradia para famílias de baixa renda, inclusive por meio da oferta de imóveis com aluguel subsidiado.

Além disso, a administração poderá utilizar as propriedades em projetos de regularização fundiária, serviços públicos e outras ações de interesse social.

São Paulo também poderá assumir terrenos e casas abandonadas

A Prefeitura de São Paulo também possui autorização legal para arrecadar imóveis que estejam efetivamente abandonados por seus proprietários.

A Lei Municipal nº 17.734/2022 estabelece as regras administrativas para identificar essas propriedades e realizar o procedimento de arrecadação.

Entre os critérios considerados estão a interrupção dos atos de posse pelo proprietário e a ausência de pagamento dos tributos municipais durante cinco anos.

Ao identificar esses indícios, o município poderá abrir uma investigação administrativa para verificar as condições do imóvel e comunicar formalmente o responsável.

O procedimento deverá garantir ao proprietário a oportunidade de apresentar documentos e contestar a alegação de abandono.

Se a Prefeitura comprovar os requisitos legais, poderá realizar a arrecadação provisória da propriedade.

Posteriormente, após o prazo de três anos e o cumprimento das demais exigências, o imóvel poderá ser incorporado definitivamente ao patrimônio municipal.

A administração terá, então, a possibilidade de direcionar o espaço a programas habitacionais, projetos de regularização fundiária e outras iniciativas de interesse público.
Recife e Porto Alegre também adotam medidas contra imóveis abandonados

Outras duas capitais brasileiras também passaram a utilizar instrumentos específicos para identificar e recuperar propriedades urbanas abandonadas.

Em Recife, Pernambuco, a Prefeitura publicou o Decreto nº 39.102, em setembro de 2025, estabelecendo procedimentos para investigar e arrecadar imóveis particulares em situação de abandono.

A regulamentação permite que os órgãos municipais reúnam fotografias, documentos, informações tributárias e laudos técnicos para avaliar as condições de cada propriedade.

Depois de identificar os indícios, a administração deverá notificar o proprietário e assegurar o direito de defesa.

Caso confirme a situação de abandono, o município poderá realizar a arrecadação provisória. A incorporação definitiva dependerá do cumprimento do prazo e das demais condições estabelecidas pela legislação.

Já em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, a administração municipal criou o Cadastro Municipal de Imóveis Abandonados.

A iniciativa foi instituída pela Lei nº 14.515, publicada em março de 2026, e regulamentada pelo Decreto nº 23.847, de julho do mesmo ano.

O cadastro permite identificar terrenos, casas e prédios sem manutenção, reunindo informações que auxiliam o trabalho de fiscalização e a comunicação com os responsáveis.

Entretanto, a inclusão de uma propriedade nessa relação não significa que o proprietário perderá automaticamente o imóvel.

Para que ocorra a arrecadação, a Prefeitura precisará comprovar os requisitos legais e seguir os procedimentos administrativos específicos.
Quantos anos uma casa precisa ficar abandonada para a prefeitura tomar?

A legislação federal determina as condições necessárias para que os municípios possam arrecadar imóveis urbanos abandonados.

O artigo 64 da Lei nº 13.465/2017 estabelece que propriedades particulares poderão ser consideradas bens vagos quando seus donos demonstrarem intenção de não conservá-las.

A norma permite presumir essa intenção quando duas situações acontecem simultaneamente: o proprietário deixa de exercer a posse e permanece cinco anos sem pagar os encargos fiscais relacionados ao imóvel.

Entretanto, a falta de pagamento dos tributos durante cinco anos não provoca a perda automática da propriedade.

Antes de realizar a arrecadação, a Prefeitura deverá abrir um processo administrativo, reunir provas da situação de abandono e notificar formalmente o responsável.

O proprietário terá prazo de 30 dias, contados do recebimento da notificação, para contestar o procedimento.

Caso a administração comprove o abandono e cumpra todas as exigências, poderá arrecadar o imóvel e assumir sua posse provisoriamente.

A incorporação definitiva ao patrimônio público poderá ocorrer depois de três anos, respeitadas as condições estabelecidas pela legislação.

Durante esse período, o antigo proprietário ainda poderá reivindicar o imóvel, desde que observe os requisitos legais, inclusive eventual obrigação de ressarcir despesas realizadas pelo município.

Portanto, não existe uma regra que permita às prefeituras tomar imediatamente qualquer casa que permaneça fechada durante cinco anos.
Casas vazias e terrenos abandonados podem virar moradias populares

Após a conclusão dos procedimentos legais, os imóveis arrecadados poderão receber uma nova destinação definida pelo poder público.

O artigo 65 da Lei nº 13.465/2017 autoriza os municípios a utilizar essas propriedades em programas habitacionais, serviços públicos e projetos de regularização fundiária de interesse social.

Na prática, prédios antigos poderão passar por reformas e adaptações para abrigar apartamentos destinados a famílias de baixa renda.

Da mesma forma, terrenos abandonados poderão receber conjuntos habitacionais e novos empreendimentos residenciais, desde que atendam às exigências urbanísticas e ambientais.

Entretanto, a legislação não obriga as prefeituras a transformar todos os imóveis arrecadados em moradias populares.

Cada administração municipal deverá avaliar as características da propriedade e definir sua utilização conforme as necessidades da população e as regras aplicáveis.

Quem possui uma casa vazia, mantém a conservação do patrimônio e continua exercendo seus direitos sobre a propriedade não perderá automaticamente o imóvel. A ausência de moradores, isoladamente, não caracteriza abandono.

Com essas medidas, prefeituras brasileiras ampliam os instrumentos para recuperar propriedades deterioradas, revitalizar regiões urbanas e aproveitar imóveis abandonados em projetos de interesse coletivo, incluindo a construção de novas moradias populares.
Fonte: portal tempo.


Jornalista há 11 anos, Gabriel Almeida é editor-chefe do Portal Tempo Novo. Atua diretamente na produção e curadoria do conteúdo, além de assinar reportagens sobre os principais acontecimentos do Brasil e temas de interesse público nacional.

sábado, 26 de setembro de 2026

domingo, 13 de setembro de 2026

MÃE DO CANDIDATO A DEPUTADO FEDERAL GIVALDO SILVA, MARIA VIRGÍNIA MORRE AOS 86 ANOS NA BARRA DOS COQUEIROS



Faleceu neste domingo, 13, A Senhora Maria Virgínia de Jesus Silva, mãe do Candidato a Deputado FEDERAL, Givaldo Silva, do ex-vereador Gilvan Pintinho, do Marinheiro Hilton, da Enfermeira Ana Lúcia,da Comerciante Angela, de Angelita, Ana Virgínia, António Henrique, do Marinheiro Gileno e do Marinheiro Hilton.

Ela tinha 86 anos e estava em fase de tratamento para tratamento de saúde decorrente de sua saúde debilitada. Maria Virgínia enfrentava alguns problemas de Saúde, diagnosticada há cerca de um ano.

Natural de Maruim (SE), onde nasceu em 22 de maio de 1942, ela era comerciante. Maria Virgínia era casada com Antônio Henrique (já falecido) e, além do candidato a deputado federal Givaldo Silva, deixa outros 9 filhos dezenas de netos e bisnetos.

A informação do falecimento foi confirmada oficialmente pela filha Que trabalha na área de enfermagem, Ana Lúcia. Os detalhes sobre o traslado do corpo, local do velório e sepultamento será o seguinte:

VELÓRIO E SEPULTAMENTO

O velório de Maria Virgínia, será realizado na OSAF da Barra dos Coqueiros, a partir das 13hs horas deste domingo, 13. O sepultamento acontecerá neste domingo,13, às 16:30hs horas, no Cemitério da Boa Hora em Barra dos Coqueiros Sergipe.
Mais informações: 79998603318 Givaldo Silva 

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Eduardo Amorim mostra força e se mantém entre os principais nomes na disputa pelo Senado


Eduardo Amorim - Foto: Plácido Noberto

A pesquisa do Instituto de Pesquisa do Nordeste (INOR) coloca Eduardo Amorim em posição competitiva na corrida pelas duas vagas de Sergipe no Senado Federal.

Na pesquisa espontânea, Eduardo aparece em segundo lugar, com 6,36%, atrás do Delegado André David, que registra 9,81%. Na primeira opção estimulada, Amorim mantém a segunda posição, com 11,87%.

Na segunda opção de voto, Eduardo alcança 12,90% e aparece numericamente na liderança. André David tem 12,80%, configurando empate técnico dentro da margem de erro.

Na soma das duas escolhas, Eduardo Amorim registra 12,38% e permanece na segunda colocação geral. Os resultados mostram um nome lembrado espontaneamente e com força também como segunda escolha — fator importante numa eleição em que cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado.

O cenário continua aberto: 56,82% não souberam ou não responderam na pesquisa espontânea.

O INOR ouviu 1.070 eleitores em 31 municípios, entre os dias 1º e 4 de setembro de 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi contratado pela Xodó FM e registrado no TSE sob o nº 07359/2026.

Confira matéria completa no Instagram Doug TV News.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

MORADORES DE CONDOMÍNIOS: PRINCIPAIS PROPOSTAS PARA OS MORADORES DE CONDOMÍNIOS DO CANDIDATO A DEPUTADO FEDERAL POR SERGIPE GIVALDO SILVA

Os moradores dos condomínios vertical e horizontal terá voz ativa no nosso futuro mandato na Câmara Federal.


Como candidato a Deputado Federal por Sergipe, temos as propostas para viabilizar uma plataforma legislativa voltada para moradores de condomínios horizontais (fechados) e verticais (prédios), que deve focar em segurança jurídica, desburocratização, sustentabilidade, redução de custos e segurança pública.

Abaixo estão as principais propostas divididas por eixos temáticos para atender às necessidades específicas desse público:

🏛️ Alterações no Código Civil e Segurança Jurídica Modernização das Assembleias Virtuais: Tornar definitivas e simplificar as regras para votações e assembleias 100% digitais ou híbridas, reduzindo o quórum necessário para deliberações travadas.

Flexibilização de Quóruns: Propor a redução de quóruns rígidos do Código Civil para obras estruturais e mudanças de convenção, facilitando melhorias aprovadas pela maioria dos moradores presentes.

Profissionalização e Proteção do Síndico: Criar a regulamentação oficial da profissão de síndico profissional e estabelecer salvaguardas jurídicas para a atuação do síndico orgânico.

🛡️ Segurança Pública e Integração Tecnológica Programa Condomínio Seguro: Incentivar, via emendas e projetos de lei, a integração das câmeras de monitoramento perimetral dos condomínios diretamente com os centros de operação das polícias (como as centrais de videomonitoramento municipais e estaduais).

Botão de Alerta Integrado: Regulamentar sistemas de pânico e alerta precoce conectados às forças de segurança para casos de invasão em condomínios horizontais ou verticais.

🔋 Sustentabilidade e Redução de Custos Isenção Fiscal para Energia Solar: Propor a isenção de impostos federais (como IPI e PIS/COFINS) para equipamentos de energia solar, geradores e baterias adquiridos coletivamente por condomínios.

Estações de Recarga para Carros Elétricos: Criar linhas de crédito federais facilitadas para condomínios antigos se adaptarem com infraestrutura de recarga veicular elétrica, além de padronizar as normas de segurança contra incêndio para essas estações.

Estímulo ao Reúso de Água: Conceder incentivos tributários para condomínios que implementarem sistemas de captação de água da chuva e tratamento de águas cinzas.

💰 Justiça Fiscal e Tarifária Revisão da Cobrança de Saneamento: Proibir a cobrança de taxas mínimas multiplicadas pelo número de unidades (apartamentos/casas) quando houver apenas um hidrômetro global, garantindo que o condomínio pague estritamente pelo que consumiu.

Isenção de PIS/COFINS sobre Taxa Condominial: Garantir em lei que os valores arrecadados para fundos de reserva e benfeitorias não sofram nenhum tipo de bitributação ou incidência de impostos federais.

TRABALHO, DINAMISMO E COMPETÊNCIA.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

QUEM É O CANDIDATO A DEPUTADO FEDERAL GIVALDO SILVA

Givaldo Henrique de Jesus Silva, conhecido como Givaldo Silva, formado em contabilidade pela E.D.J.T, Mecânico Geral pelo SENAI, Formado em Rádio e TV, pelo SENAC, Curso de Direito incompleto na FASE, SOAMARINO, Comerciante, trabalhou na Petrobrás S/A, foi militar da Marinha do Brasil, foi considerado um dos melhores marcadores de quadrilha junina década de 90, marcou as quadrilhas Juninas: Coco Verde, Levanta Poeira, Couro Quente e palha verde, foi um dos fundadores do Sindicato dos Metalúrgicos do estado de Sergipe, Foi Presidente da Liga Barrense de Desportos, Foi Presidente do Grêmio Recreativo de Barra dos Coqueiros, Presidente do Brasília Esporte Clube, Diretor Geral da Câmara Municipal de Barra dos Coqueiros, Secretário de Controle interno da Câmara Municipal de Barra dos Coqueiros, Secretário Municipal de esporte e lazer de Barra dos Coqueiros, assessor técnico da das Câmaras Municipais de Capela e Carmópolis, Assessor técnico e de Comunicação da FEPESE, Assessor técnico e consultor dos sindicatos dos servidores públicos de Carmópolis e Propriá, apresentador do Programa SINDSERV EM AÇÃO" na PROPRIÁ FM 104,9, atualmente candidato a deputado federal por Sergipe nas Eleições 2026 pelo partido Solidariedade. 

Perfil Pessoal e Profissional
  • Nome completo: Givaldo Henrique de Jesus Silva.
  • tem 5 irmãos e 4 irmãs.
  • Filho de Antônio Henrique da Silva e Maria Virgínia de Jesus Silva.
  • Tem 4 filhos
  • Tem 5 netos e 5 netas
  • Nascimento: 31 de março de 1966, em Aracaju.
  • Idade: 60 anos de idade.
  • Profissão: Radialista (Rádio e TV) formado em Contabilidade e Mecânica Geral (Torneiro Mecânico, fresador mecânico, retificador mecânico e Ajustador mecânico).
  • Escolaridade: Nível superior incompleto declarado.
  • Estado civil: Solteiro e de cor parda. 
Histórico Eleitoral
  • Eleições 1988: eleito vereador pelo Partido da Juventude.
  • Eleições de 2024: Suplente de deputado estadual pelo PTB.
  • Votação 2014: Alcançou 1.753 votos totais.
  • Eleições 2018: Candidato a deputado federal pelo PV.
  • Votação 2018: Obteve 1.048 votos na disputa.
  • Eleições 2020: Candidato a vereador em Barra dos Coqueiros pelo PSD. 
Candidatura em 2026
  • Cargo: Disputa vaga na Câmara dos Deputados.
  • Partido político: Filiado ao Solidariedade.
  • Número de urna: Concorre utilizando o número 7733.
  • Patrimônio declarado: Bens somam valor de R$ 0,00.
  • Situação eleitoral: Candidatura aguardando julgamento no Tribunal Superior Eleitoral.